Dance comigo no balé dos anjos caídos,
Ensina-me a andar sob campos descoloridos e cinzentos vestígios de céu,
Nas fendas em paredes antigas de fungos,
No ar pesado e imóvel de tristeza decadente...
A energia negativa flui em mim quase tomando forma própria,
Em recintos abandonados de consciência enlutada entidades cósmicas,
De etéreos paraísos artificiais vagos, iludidos,
Lágrima fria que vegeta à própria sombra.
Desde cedo,desde sempre, no passar dos dias infelizes momentos,
Solitário,adoecido,pensando em como seria diferente,
Sem retratos, esmoreço, pelo esforço constante de manter-me vivo
Deitado,soluçando como lobo acuado,
Em covil oculto e maldito.
Ostento a marca do pesadelo,carrego a cruz de um Cristo tombado
Pela força de inexorável destino.
Não ressuscitarei sem ti,
Meu pão e vinho, verdade que salva,
Ironicamente nos beijos de pagã,ninfa inspiração satânica,esplendorosa em natureza sacra,
Como nas raízes do que hoje é deturpado em versículos e dogmas.
Atingindo o ápice da dor, construo outra,
Em multiformes desejos reprimidos e anseios ingênuos
Como numa corrida em floresta chuvosa quando os espíritos sobrevoam a casa cheia de luzes
Profetizando sobre crianças mortas em lareiras.
Sim, dance comigo,abraça-me,
Para que a Morte em outra longa conversa, impaciente não toque meu coração
Ressoando em dobres distantes que confundem santidades inquietas,
De delírios e visões funéreas onde carregam minhas cinzas em caixa craniana.
Estou longe de tudo e de todos
Ensina-me a andar sob campos descoloridos e cinzentos vestígios de céu,
Nas fendas em paredes antigas de fungos,
No ar pesado e imóvel de tristeza decadente...
A energia negativa flui em mim quase tomando forma própria,
Em recintos abandonados de consciência enlutada entidades cósmicas,
De etéreos paraísos artificiais vagos, iludidos,
Lágrima fria que vegeta à própria sombra.
Desde cedo,desde sempre, no passar dos dias infelizes momentos,
Solitário,adoecido,pensando em como seria diferente,
Sem retratos, esmoreço, pelo esforço constante de manter-me vivo
Deitado,soluçando como lobo acuado,
Em covil oculto e maldito.
Ostento a marca do pesadelo,carrego a cruz de um Cristo tombado
Pela força de inexorável destino.
Não ressuscitarei sem ti,
Meu pão e vinho, verdade que salva,
Ironicamente nos beijos de pagã,ninfa inspiração satânica,esplendorosa em natureza sacra,
Como nas raízes do que hoje é deturpado em versículos e dogmas.
Atingindo o ápice da dor, construo outra,
Em multiformes desejos reprimidos e anseios ingênuos
Como numa corrida em floresta chuvosa quando os espíritos sobrevoam a casa cheia de luzes
Profetizando sobre crianças mortas em lareiras.
Sim, dance comigo,abraça-me,
Para que a Morte em outra longa conversa, impaciente não toque meu coração
Ressoando em dobres distantes que confundem santidades inquietas,
De delírios e visões funéreas onde carregam minhas cinzas em caixa craniana.
Estou longe de tudo e de todos
Vagando em meus pensamentos, oprimindo meus sonhos
Desprezando meus desejos.
Longe das fantasias
Longe dos entusiasmos
Vivendo a realidade
Sobrevivendo de um passado.
Estou longe, vivendo o que mais temo.
De corpo cansando e alma morrendo,
Punhos fechados, amargo veneno.
No suicídio dos meus dias
Matando as alegrias
Matando-me por dentro
Nenhum comentário:
Postar um comentário