Muito se tem discutido ultimamente a respeito da implicação subseqüente da noção de sacrifício religioso por pessoas que tem a mente aberta. O princípio de abstinência cristão nunca fora tão questionado e julgado; sendo sua prática cada vez mais delimitada a padrões de grupos específicos norteados pelo fanatismo. Porém a Roda ainda gira e seu fluxo dinâmico não permite exclusão, embora implique necessariamente em transformação. Este seria então o ponto crucial de uma explanação intencionada a discorrer sobre a mudança de perspectiva no que se refere à entrega do eu à sua expressão máxima, enquanto individualidade única, no caminho que leva à santificação, cujo verbo sacrificar é a máxima expressão, significando etimologicamente "tornar santo". Porém, dentre todos os preceitos já aceitos e estimulados à exaustão pelas instituições decadentes que ora representaram a glória opulenta do sistema antigo, o sacrifício representa a essência do equilíbrio vital de uma conduta moralmente estabelecida como instrumento de manutenção de uma ordem regida pela hipocrisia intencional de escrúpulos distorcidos e adaptados à cegueira conveniente das castas inferiores.
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