Mando um pulso do meu coração em direção ao vazio que grita dentro de mim.
Revivendo as imagens que passaram, hoje estou só.
O mundo está cansado. E perdido. E somos todos carne e sangue a despedaçar nele, sem nada mais para odiar.
Me sinto regurgitado por esgotos e cuspido fora pelo céu. Então, nessa vida, eu renasci dentro do seu mundo de extravagâncias para poder me ocupar de desejos feitos de fatais pretensões até o começo do final dos tempos.
Mas não há esperança onde eu vivo. As pessoas não têm mudado.
Então suba nas minhas costas.
Eu abandono minhas visões para ficar espreitando nas sombras. Eu tenho a cor do cristal. Minha cobertura é despedaçada e sou o rei ateu dos anjos revoltosos acabando com o fim. Uma sombra de mentiras que envolve você para vencer o arranjo do destino.
Não me deixa feliz ser assim, estranho.
O ultimo numa fila de últimos.
E ai vem o Reino, despencando, sendo destruído. E eu, como o soberano de um lugar de Nada. De covardias e concessões. E no seu mais negro mistério eu seguro a chama do mistério, podemos ver o mundo sendo consumido pela sua própria dor.
Os ponteiros sempre param ante de mim e o céu não pode mais me ignorar.
O eco lança para longe de mim a sombra perdida do meu lado. Não há mais motivos para disfarçar, porque agora eu posso recomeçar.
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