Todos os seres anteriores ao homem lhe serviram de duas maneiras: uns foram organizados cada vez melhor para lhe darem caída e outros para lhe serem úteis e servi-lo em suas necessidades. O homem recorreu aos animais, aos vegetais, aos minerais, aos gases etc. para ter vida por meio dos alimentos, da roupa, da respiração, do abrigo etc. A terra o carrega, a água lhe mata a sede, o ar move a sua respiração, o calor o abriga e o Sol lhe conserva a vida, porque o Sol é a alma da Terra e de todos os planetas. Portanto, o homem não poderia viver se não tivesse em si tudo isso. Logo, o homem é um resumo de tudo quanto está no Universo até a sua aparição nele.
Por conseguinte, o homem é o mais poderoso agente do progresso e o único ser capaz da perfeição moral; porque o progresso moral coroa o progresso material, como o homem coroa a escala genealógica dos seres organizados. O Espírito, ao agir sobre a Matéria, é incorporado nela. Antes da organização do homem, o Espírito existia na Matéria em estado latente. Isso quer dizer que não tinha poder para a manifestação moral ou livre. Durante a época cosmogênica, a Matéria impedia a manifestação livre do
Espírito. Isso está representado pela estrela microcósmica invertida, com a ponta para baixo. Quando chegou a estabelecer-se o equilíbrio entre o Espírito e a Matéria – devido à transformação contínua – então se manifestou a conseqüência de um progresso material e vice-versa, isto é, todo progresso material exige progresso moral. A organização universal é completa: onde existe necessidade encontra-se o que a ela possa satisfazer. Perto da dor está o remédio; próximo da fome, o alimento; perto da ferida, o bálsamo. Esta ordem que combina e supre se chama com razão Providência. A Providência é a harmonia entre o Espírito e a Matéria.
O Espírito é o princípio do progresso, a Matéria é o princípio da conservação.
O fim das religiões, ou da religião, é apressar a evolução humana; é inútil, porém, querer dar a todos os mesmos ensinamentos religiosos, porque aquilo que pode ser auxílio para uns seria incompreensível para outros e o que pode produzir um êxtase num santo não causaria a mais leve mossa num criminoso. No entanto, a totalidade das categorias humanas tem necessidade de uma religião, até o homem chegar a tornar-se, ele próprio, religião, ou alcançar vida superior à sua existência atual. Agora surge uma pergunta muito difícil de responder: Qual é a origem das religiões?
Esta pergunta teve duas respostas em nossos tempos:
1.°) Das mitologias comparadas, e
2.°) Das religiões comparadas.
Estas duas ciências demonstram como base comum para suas respostas os fatos estabelecidos.
Os dois partidos diferem, entretanto, na maneira de se definir a natureza da origem das religiões. A mitologia comparada afirma que a origem comum é uma ignorância e que as religiões mais transcendentais são apenas a expressão aperfeiçoada das ingênuas e bárbaras concepções de selvagens – homens primitivos. O animismo, o fetichismo, o culto da Natureza, o culto do Sol nada mais são do que uma flor surgida do charco. E Krishna e Cristo são descendentes de certos curandeiros civilizados e por sua alta sabedoria dominaram os ignorantes. Os das Religiões Comparadas ensinam que toda religião tem uns ensinamentos de homens divinos que revelam, de tempo em tempo, os diferentes fragmentos de verdades religiosas e que as religiões selvagens são degenerações que resultam de uma comprida decadência. Os verdadeiros sábios aceitam ambas as teorias e a nossa introdução demonstrou claramente que o homem tem duas necessidades, uma instintiva e outra consciente, e que a religião e as suas leis foram impostas por necessidade e para utilidade. O valor relativo das afirmações das duas escolas deve ser julgado pelo valor das provas invocadas. A forma degenerada de uma grande idéia pode demonstrar estreita semelhança com o produto aperfeiçoado de uma idéia grosseira. O sábio admite que uma religião civilizada resulta da evolução das não civilizadas e, ao mesmo tempo, admite que a Providência da qual temos falado nunca abandonou o homem primitivo e sempre lhe enviou diretores e guias para lhe darem lições de religião e de civilização. As religiões foram dadas a todos os povos e cada religião devia satisfazer à necessidade moral e natural de cada povo. Cada religião deve chegar ao nível da inteligência de um povo, do contrário não ajudaria na sua evolução. A necessidade material obrigou o homem a viver em sociedade e por tal razão se ditou a lei “Amai-vos uns aos outros”. Todas as religiões têm uma origem comum; a divergência entre elas se deve ao desenvolvimento mental dos povos da terra. O deus dos negros é negro e o dos amarelos é amarelo; o dos brancos é branco, e assim também são suas religiões.
A RELIGIÃO FÁLICA
O sexo é a força mais poderosa da natureza. Sem sexo não poderia haver geração, nem mundo, nem humanidade, nem ação. Sem geração, nada haveria que regenerar, não haveria humanidade, nem alma para imortalizar, nem necessidade da existência de Deus. O sexo é o princípio, é a imortalidade, é a divinização. A atividade sexual mal dirigida pode aniquilar e destruir a alma. Mas o sexo não pode ser condenado; somente o homem se está fazendo merecedor de condenação, porquanto usa como meio de destruição aquilo que lhe foi dado como salvador. Está nas mãos do homem escolher o que ele quer fazer com este sublime princípio. A adoração do sexo, ou culto fálico, foi a forma comum de todos os povos; é um culto inspirado pela manifestação da Natureza no seu grande Mistério da vida e da procriação. Este sublime culto chegou ao seu desenvolvimento máximo entre os antigos egípcios, assírios, gregos, romanos e demais povos da Antiguidade em toda parte da terra: Pérsia, Ásia Menor, Etiópia, Ilhas Britânicas, México, América do Sul e outras partes do hemisfério. Até hoje existe esta religião na Índia e entre os Nusaireth do Líbano, e tem mais de cem milhões de adeptos e verdadeiros adoradores fálicos sem nenhum indício de degeneração do sexo pelas práticas indignas e pervertidas hoje existentes universalmente nos países que se consideram civilizados. Todas as religiões atuais estão fundamentadas na religião fálica e não passam de modificações ou continuação das formas arcaicas adaptadas às condições modernas, aos ambientes e propósitos. O impulso animador de toda vida orgânica é o instinto sexual; o sexo é o chamado universal rumo à reprodução; a Natureza assim o pede e a lei divina o sanciona.
O chamado do sexo é o que atua na luta pela existência no mundo animal; é a fonte de todo esforço e emoção humanos, por mais sublimes ou por mais degenerados que possam ser os desejos que atuam por trás da paixão. A lei de atração entre os sexos opostos para se unirem tem por objeto a produção de um novo ser, o qual por sua vez oferece a oportunidade para uma nova alma e um receptáculo para a Chama Sagrada. Este impulso é o fator mais poderoso em tudo quanto concerne à raça humana. É o mais alto dom de Deus outorgado ao homem. A Religião do Falo ensina até hoje que, ao orar, o homem invoca Deus; mas, ao unir-se sexualmente à sua mulher, se converte em Deus. O fogo do sexo é o fogo da
Santidade; a origem do sexo tem a raiz na própria Divindade. O sexo está em Deus, assim como o filho está no Pai. O sexo e a santidade são duas linhas paralelas que se encontram em Deus; mas os olhos do libertino e os do hipócrita e fanático não podem ver esse encontro. A união carnal, para os adoradores do sexo, é obra luminosa. Toda união é motivo de criação ou expressão. O mal não está no ato, e sim nos pensamentos que o precedem e o acompanham... O sexo é o fruto da árvore da vida, que está no meio do jardim do Éden; ao comê-lo, o homem se faz Deus, “e o homem fez-se um de nós”, dizem os Elohim da Bíblia. Contudo, apesar de ser a árvore da vida, o homem morreu. Quem é Yeová, o Deus dos judeus e dos cristãos? É o Yod, o falo masculino, unido a Eva, o órgão feminino; ambos formam o poder criador das antigas religiões. A união sexual, em toda manifestação da natureza, é a união de duas metades, para formar o Yeová da Bíblia. Que também significa a união entre a Matéria e o Espírito.
A RELIGIÃO SOLAR
Recordando sempre que os povos primitivos adoravam o Sol quando degenerou a adoração de sexo, vemos que na Pérsia antiga batizavam o culto solar com o nome de Religião Mitraica. Mitra significa “sol”, segundo a linguagem dos seus adeptos.
Mitra, o Sol, sai todas as manhãs para afugentar as trevas, viajando no seu carro pelo firmamento. Ao aparecer cada dia, dá nova vida à sua criação. A Lua foi adorada porque viajava nas esferas superiores arrastada por touros brancos. O touro, para os persas, era o animal de reprodução e de agricultura. A Lua era a deusa que presidia ao crescimento das plantas e à geração de todas as criaturas viventes, assim como o Sol era o Doador da Vida. Então, para eles, o Sol era o Pai e a Lua era a Mãe. Os dois luminares que fecundavam a terra eram adorados pelo povo, ao passo que os sacerdotes iniciados praticavam somente a religião do sexo, que é Fogo-Luz. Os Sacerdotes reservaram exclusivamente para os iniciados a revelação da doutrina original, enquanto a multidão se contentou com o simbolismo brilhante e superficial. Devemos esclarecer, de uma vez por todas, que, se os sacerdotes deram ao povo o culto da adoração ao Sol e aos planetas, foi porque os homens começaram a perverter a religião do sexo. Por outro lado, ensinavam que a adoração devia ser ao espírito dos planetas e não ao corpo celeste. De acordo com as teorias astrológicas, os planetas eram dotados de qualidades e virtudes. Cada um dos corpos planetários presidia um dia da semana; e cada um era associado a um grau de iniciação, ficando o seu número como o mais sagrado, que é o número 7. Ensinava-se que, quando a alma chegava à terra, tinha de receber desses planetas suas qualidade e paixões. Como deuses imortais, estavam entronados no Olimpo: Hélio, Selene, Ares, Hermes, Zeus, Afrodite e Crono. O Sol era o Deus dos Deuses: Mitra. Ao lado dos sete deuses planetários (sete anjos ante o Trono), recebiam homenagens outras divindades: os doze signos zodiacais (doze faculdades do Espírito, como os doze discípulos de Cristo). Estes signos do Zodíaco sujeitavam as criaturas às suas influências. Cada um deles era objeto de veneração particular durante o mês a que presidia. Segundo a religião mitraica, cada dia era governado por um Deus, portanto, denominado pelo seu próprio nome; já não é difícil compreender o motivo pelo qual as religiões modernas têm um santo para cada dia do ano. Mitra, para os magos, era o Deus da Luz, o Pai Inefável ou a Luz Inefável. O Deus de Fogo e de Lua, que se manifestava pelo órgão masculino. Para o povo, porém, era o Sol que transmitia sua luz através do ar, acreditando que ele habitava a zona intermediária entre o céu e a terra. Para simbolizar este atributo no ritual, havia lhe consagrado o décimo sexto dia, dia central do mês. Mitra era o Mediador entre Deus, que reina no Céu, e os homens, que lutam e sofrem na terra. Isto engendrou a primeira concepção da necessidade que o homem tem de um mediador entre ele e Deus. Para os persas, Mitra era idêntico a Jesus Cristo. Mitra e Jesus são a personificação da Chama Divina. A idéia que o homem tem de Deus depende, em cada caso, de sua própria natureza, educação e posição social. À proporção que o intelecto se refina, o homem concebe o Ser Supremo sob forma mais elevada e espiritual; por essa razão os filósofos gregos conheceram o mistério de Mitra mais do que mesmo os persas. Os gregos viram que o Sol que derramava a luz sobre a terra era a imagem do Ser Invisível, que ser algum podia ver: “O pai por ninguém foi visto”, disse Jesus milhares de anos depois. Mitra tinha sua trindade: era representado entre duas figuras jovens. Uma com facho alçado e outra com facho invertido. Estas duas figuras juvenis eram a dupla encarnação de sua pessoa. Os dois chamados Dadophori formavam com o Deus uma Tríade. Este Deus Sol-Mitra passeava triunfalmente pelo Zênite e caía de noite para o horizonte, onde morria. Este era Mitra. O Triplo ou a Trindade num só Deus. E assim sempre, por trás de todas essas formas externas, estavam os mistérios com os seus sacerdotes, que ensinavam os adeptos como buscar e encontrar, em si mesmos, o Fogo-Luz, como fonte dos mistérios da própria vida.
A RELIGIÃO DE OSÍRIS
Depois de estudar a religião de Mitra, agora nos toca estudar outra que nos confirma que todas as religiões têm uma mesma origem e fundamentalmente as mesmas têm por base o mistério do sexo.
Do meio do caos nasceu Osíris; ao nascer, ouviu-se uma voz que dizia: “O governador de toda a Terra nasceu”. Do mesmo seio ou útero nasceram Ísis, Rainha da Luz, e Tífon, Rei das Trevas. Já temos, então, a trindade fundamental.
Diz o Livro dos Mortos: conhece o dia em que haverá de deixar de ser (existir). Conhece seu sacrifício. “Tem poder de dar sua vida e de recobrá-la. Seu suplício é voluntário, mas ele mesmo o quis”. (Isaías LIII, 7)
Deus está no sofrimento. Osíris é o sorriso dos que choram. Osíris está na vítima que se imola, e no grão que morre na espiga que se ceifa, no Nilo que decresce, no quarto minguante da Lua, em todo sofrimento, mas, sobretudo no sofrimento humano. Osíris foi homem e Deus ao mesmo tempo; realmente Deus e realmente homem. “humilhou-se sob a aparência de um escravo”.
De quem se fala assim? De Osíris?
Não, Osíris não é nada mais que a sombra do Corpo Invisível. Mas essa semelhança entre o corpo e a sombra é o mais insondável mistério do Egito. Nos confins do arenoso deserto da Líbia, ao fundo da grande planície semicircular de Abidos, numa estreita garganta rochosa, Peher (atualmente Ulel-Hakab), ali onde o Sol se põe, foram encontrados os túmulos dos mais antigos reis do Egito, e, entre eles, o
sacórfago de Osíris. O sábio francês Amelineau, que levou a cabo escavações em Abidos em 1897-1898, viu nas inscrições desses túmulos um testemunho tão incontestável, que acreditou haver encontrado realmente o féretro do Homem-Osíris, personagem histórica, terceiro faraó da dinastia I.
Todo o Egito descansa na crença de que o Homem-Osíris ou Homem-Deus viveu, sofreu e morreu na terra. A única lápide conservada refere-se a uma inscrição dos mistérios de Osíris celebrados no Santuário de Abidos: as “Paixões de Osíris” se representavam num drama, assim como as paixões de Senhor nos mistérios da Idade Média. No silêncio ressoava um grito súbito, a grande lamentação de Ísis sobre Osíris morto. Quando Ísis morreu, foi sepultada num bosque perto de Mênfis. Sobre sua tumba erigiu-se uma estátua coberta com um véu negro desde os pés até a cabeça e por baixo estas divinas palavras: “Eu sou o que foi, isto é, tudo o que será, e ninguém entre os mortais se atreveu a levantar o véu”. Sob este véu estão ocultos todos os mistérios, e alguns foram conhecidos pelo homem, cuja solução não pôde achar. Só puderam levantar o véu os Mitras, os Krishnas, os Cristos, e nós poderemos se quisermos seguir seus passos. Se o homem persiste em sua ânsia de divinizar-se, a luz brilhará através do véu e poderá ver por trás dele. Para isso deve encarar a verdade sem levar em conta quão contrária seja ela a suas antigas crenças ou opiniões. O amante da verdade pode levantar o véu. Osíris e Ísis são os pais de todos os mistérios. Todos os deuses são substitutos destes dois e de seu filho Hórus. Ísis é Maia, Maria, Matéria, Mãe, tanto da humanidade como dos deuses. Hórus é o filho, o Logos, o Verbo, o Cristo, o Filho de Maria, mãe de Deus. É o símbolo da Luz que diz: Eu sou a Luz do Mundo e o que vem a mim não anda em trevas.
Eu sou o que o Criador é, logo Eu sou Ele, Ele é Eu. Por Ísis somos mortais, mas também por ela adquirimos a imortalidade. Em Ísis-Matéria dorme a Luz Divina do Espírito, mas o Fogo Criador Eterno (ou o anseio sexual, que é o fogo e luz) nunca pode ser extinto. Em todas as religiões os mistérios se repetem. Na religião hindu vemos que Shiva mutila Brahma, como Tífon o fez com Osíris, como o javali matou Adônis. Osíris, que é Fogo Criador Divino na matéria, foi através do Sol adorado e conhecido sob diferentes nomes: antes era Mitra, logo Brahma da Índia, depois Adônis da
Fenícia, Apolo na Grécia, Odim dos escandinavos, o Hu dos bretões, o Jesus dos cristãos
etc... . A mitologia contém em si a verdade religiosa, diz Schelling. A religião não é mitologia, mas a mitologia é religião. O mito universal do Deus que padece, que morre assassinado ou crucificado, não é oriundo do fato de ter ocorrido uma vez e sim em virtude de ter de suceder sempre, que é sentido de novo na vida de cada ser humano. Não sucedeu uma vez, mas sucede sempre. O Cristo-Luz oculto no paganismo revela-se no cristianismo.
Algum cristão, por acaso, já se deu ao trabalho de pesquisar sob o invólucro do mito para encontrar o mistério? Não, porque ninguém suspeitou, ainda que a verdade do mito esteja no mistério.
Omar, ao queimar a biblioteca de Alexandria, disse: “Se os livros são bons, não os necessitamos, porque todo o bem o temos no Alcorão, e, se são maus, não devem existir”. “O Espírito na Matéria é a luz nas trevas”, ensinam os Magos. “Por que a matéria na há de ser digna da natureza divina?” pergunta Spinoza. Ninguém respondeu a esta pergunta senão o Egito. O mistério do sexo (do Uno) é o mistério dos dois. O Talmud diz: “O homem e a mulher foram, em princípio, um só corpo de dois rostos (pólos), mas logo o Senhor os dividiu em dois e deu a cada metade uma espinha dorsal. Viver em Dualidade Sexual é caminhar para a morte...”
A CIRCUNCISÃO
A circuncisão é o testemunho nupcial de sangue e carne. Até hoje, ninguém, ninguém mesmo descobriu o significado do mistério da circuncisão. O anel da circuncisão é o anel dos esponsais. É a união conjugal do homem com Deus. “Que coisa tão espantosa e que blasfêmia!” Mas é menos espantoso comermos Deus? Nutrirmo-nos de sua carne e de seu sangue? “Quem é que pode ouvir isso?!”, exclamaram, espantados, os discípulos do Senhor, quando pela primeira vez ouviram tal afirmação. O mistério da circuncisão é este:
“Através da circuncisão desse anel recortado na carne o homem contempla Deus eterna e involuntariamente. Por quê? Porque a extremidade do membro é o ponto mais ardente e, por isso, este ponto mais ardente do prazer sexual é consagrado a Deus e o Universo se eleva a Deus por esse anel”. (Colégio dos Magos)
Os elos da cadeia ou os anéis da circuncisão – carnal ou espiritual – encontramo-los na Religião do Pai em toda a Antiguidade pagã, no Testamento do Pai.
Moisés encontrou a circuncisão no caminho do Egito, porque o Egito é a fonte do sexo sagrado. Adorar ao Pai em Espírito e Verdade é chegar a Ele pelo Sentir e pelo Amor.
Orar ao Pai é comunicar-se com Ele, entrando no interior (do aposento). Falar-lhe é sentilo em segredo. Esta foi e é a religião dos sábios e iniciados. “Mas ao Pai ninguém viu”, diz o Grande Mestre. No entanto, o Pai engendra o Filho e ressuscita-o; logo a primeira idéia da geração e da ressurreição vai unida à idéia do Sexo e nunca as religiões de Mitra e de Osíris fizeram qualquer distinção entre as duas idéias... A base de toda religião é: “O sexo excede os limites da Natureza. Está por fora e por cima dela... É o abismo que leva aos antípodas do Universo. É a única imagem do outro mundo que se nos mostra neste”. (Colégio dos Magos)
“O Sexo é o único contato de nossa carne com o além.” (Colégio dos Magos)
A sede sexual é a sede da ciência, da Árvore do conhecimento do bem e do mal. Os dois serão uma só carne. Sim, mas ainda não o são, senão no amor mortal, já que tudo o que nasce morre. O Egito sentiu o amor imortal que ressuscita. O ‘Falo’ de Osíris não simboliza a procriação, a fecundidade, o nascimento e a morte, mas a ressurreição. “Ó deuses, saídos da energia sexual! Estendei-me vossos braços”, suplica um morto levantando-se do ataúde (Livro dos Mortos). Outro ressuscitado confessa: “Ó Energia Sexual de Osíris que extermina os inimigos rebeldes (contra Deus)! Por ela sou mais forte que os fortes, mais poderoso que os poderosos”.
A RELIGIÃO DOS DRUIDAS E SEUS MISTÉRIOS
Depois dos egípcios vieram os druidas, adoradores do Deus Único. Erigiram a Deus altares de pedras brutas sem som de martelo e invocaram em campo aberto. Creram num céu para os bons e num inferno para os maus, e na imortalidade da alma. Os druidas homenagearam muitas deidades como os cristãos e judeus depois deles, mas não em forma de adoração. Criam na Trindade de Deus ou em seus três atributos e renderam homenagem a cada um destes tributos. A religião dos druidas tinha duas faces: o culto ao Único Deus e a homenagem às deidades das estrelas, aos elementos, às colinas e às árvores. Os iniciados eram muito versados nos Ritos do Cabari Fenício e tinham doutrinas internas e cerimônias, mas ao povo não davam senão aquilo que lhe podiam ser útil e proveitoso, e não o que ele não podia compreender. A serpente era um de seus símbolos importantes. Uma serpente do ouro colocada sobre o peito do iniciado era sinal de regeneração. O iniciado tinha de sentir primeiro a Serpente Ígnea, para ter o direito de levar seu símbolo no peito. Precisava fazer ascender a Chama Sagrada de seu sexo quando adorava em Espírito e Verdade. A serpente era adorada com um círculo com gravações misteriosas. Colocava-se uma tiara sobre a cabeça (símbolo da Luz ou da auréola que emanava da cabeça do iniciado). Era vestido com uma túnica de púrpura (símbolo do Amor desinteressado pela humanidade), salpicado com estrelas (faculdade de luz e de idéias luminosas); levava um báculo na mão (Cetro levantado, “Falo” erguido); era Rei porque tinha chegado a ser um iniciado. A Serpente Ígnea, quando se arrasta pelo solo, é o símbolo de destruição, é a energia seminal jogada ao solo; mas, quando está erguida, é um emblema da imortalização e da vida, é a Regeneração e tudo aquilo que foi, é e será. Os faraós do Egito levavam em seus diademas uma serpente de ouro na parte correspondente ao entrecenhos, símbolo da alta Iniciação. No deserto os hebreus laçavam seus semens sobre o solo e se transformavam em serpentes que causavam a enfermidade e a morte. Mas por ordem de Moisés a serpente se ergueu e se tornou doadora de vida e salvadora de almas. A serpente no sexo é fogo; levantada até o trono de Deus, se faz Luz Sagrada e Chama Inefável; arrastada, é a destruição da alma. Não se deve esquecer também que a célula seminal tem a forma de uma serpente, na qual está latente o Homem-Deus. Os altares dos druidas eram compostos de uma pedra grande colocada sobre dois outros toscos pilares. A lei druida ordenava que nenhuma ferramenta deveria tocar a pedra sagrada (nem mais nem menos que a Lei Mosaica do Êxodo 20:25: “Não edificarás altar de pedra talhada”). Mas este mandamento foi esquecido milhares de anos depois. Estes altares eram erguidos à sombra de uma árvore forte, como o carvalho, e assim vemos como Abraão, debaixo do carvalho de Menrah, edificou um altar a Deus e ali recebeu os três anjos como hóspedes.
As vestais tinham o dever de atiçar sempre o Fogo Sagrado e não deixá-lo apagar, do contrário eram castigadas com a morte. Brigit, deusa da poesia, da física e dos ferreiros em Kildare, na Irlanda, tinha a missão de conservar um Fogo Sagrado sempre ardendo; quando se aboliu o druidismo, as sacerdotisas se fizeram monjas cristãs e Brigit se converteu em Santa Brigite ou Brígida, santa titular da Irlanda. Durante o reinado de
Henrique VIII foram suprimidos da Inglaterra e da Irlanda os conventos com monjas. Os sacerdotes fenícios usavam sobrepelizes; os sacerdotes persas usavam cordorinas, de onde veio o mandil maçônico (avental grosseiro). Os sacerdotes persas levavam guizos de prata em suas vestes; os bispos ortodoxos, em suas cerimônias levam-no em seus trajes como fazem os sacerdotes judeus. O báculo pastoral do bispo e dignitários eclesiásticos corresponde ao lítuo dos romanos e ao bastão dos iogues. É o símbolo da Serpente, do “Falo” e da Cruz. O batismo e a unção com óleo para purificar a alma era um rito observado há milhares de anos antes da era cristã. As crianças, depois dessa cerimônia, recebiam o sinal-da-cruz e se lhes davam leite e mel. Quando o menino chegava aos quinze anos, o sacerdote punha-lhe as vestes chamadas Sudra e o cingia e confirmava, instruindo-o nos mistério da religião.
A cruz é o símbolo da vida. A cruz ansada é um emblema fálico. A cruz representa os dois princípios em conjunção. A cruz é venerada como símbolo da geração e regeneração desde muitos séculos antes da crucificação de Jesus. A cruz se acha gravada em todos os povos antigos da terra.
RELIGIÕES ANTIGAS EM MOLDES MODERNOS
Os caldeus dividiram ao ano em doze meses, sendo cada mês presidido por um anjo. A Igreja mudou os nomes e fez com que um santo presidisse cada dia.
O Divi ou deuses romanos inferiores faziam milagres e em sua honra se erguiam altares, perante os quais se mantinham luzes continuamente acesas; suas relíquias eram adoradas; formavam-se conventos de homens e mulheres religiosos sob o nome de divos ou deuses inferiores, como os querinais de Quintino ou Rômulo; os marcianos de Marte; os vulcanos de Vulcano, como hoje existem os franciscanos, os agostinianos e os dominicanos, de Francisco, Agostinho e Domingos. Os Divi romanos eram patronos de várias vocações: Netuno, dos marinheiros; Pã, dos pastores; Palas, dos maridos; Diana, dos caçadores.
Agora temos São Nicolau para os marinheiros; São João Batista para os maridos;
Santa Madalena para as cortesãs, etc... . Também os Santos receberam os característico dos Divi: a Moisés foram atribuídos os dois cornos de Júpiter-Amon, a São Pedro as chaves de Jano. Também a Igreja canonizou muitos deuses antigos: Baco, o deus do vinho, foi batizado com o nome de São Baco ou Bacchus. Brigit, a deusa dos druidas, se converteu em Santa Brigite, padroeira da Irlanda. O culto à Virgem Maria é igual ao que foi tributado a Ísis e a Mariana dos hindus. Comparemos as litanias desses dois povos, que se dedicaram ao elemento feminino da Divindade, com a litania da Virgem Maria dos católicos e mesmo com a dos protestantes. Os antigos hindus adoravam Deus através de sua manifestação feminina, do mesmo modo que adoravam a mulher, atribuindo-lhe todos os dons divinos, e, para manter a adoração e o respeito a ela, seus sacerdotes formulavam em suas orações uma litania que invoca o elemento feminino, que é indispensável para a conservação da vida, da saúde e da felicidade.
O Ritual Hinduísta reza assim:
Santa Mariana, Mãe de Perpétua Felicidade
Mãe do Deus Homem Encarnado
Mãe de Krishna
Mãe Eterna Virgem
Mãe Puríssima
Virgem Castíssima
Mãe Sempre Pura
Virgem Trígama
Espelho da Suprema Consciência
Mãe Sapientíssima
Virgem do Loto Branco
Matriz Áurea
Luz Celeste
Rainha dos Céus e da Terra
Alma Mãe de Todos os Seres
Virgem Concebida sem Mancha de Pecado.
Está á a litania dos hindus, invocando o poder feminino da divindade na
matéria, endeusada na mulher. Por sua vez, os sacerdotes do Egito invocaram o
elemento feminino com esta outra ladainha:
Santa Ísis
Mãe Universal
Mãe dos Deuses
Mãe de Hórus
Alma Mãe do Universo
Sagrada Virgem Terra
Mãe de Toda Virtude
Ilustre Ísis Misericordiosa e Justa
Espelho de Justiça e Verdade
Misteriosa Mãe do Homem
Loto Sagrado
Sistro Áureo
Astarte
Rainha dos Céus e da Terra
Virgem Mãe
Já não é necessário copiar, aqui, a litania da Santíssima Virgem Maria, por ser uma cópia exata das antecedentes. Isso nos demonstra que os antigos sabiam que emanavam d’Ela as energias e a juventude que dão a imortalidade ao Homem: pois não é coisa do corpo e sim da alma e que Ela é porta do Céu, consoladora dos aflitos e curadora dos enfermos. O parto (criação de um ser) era um mistério incompreensível e atribuído diretamente a Deus. Ísis é a Mãe Virgem porque é como a Natureza; é fecundada pelo Raio Solar Divino e por isso concebe seu filho sem perder sua virgindade.
O lírio na mão da Virgem Maria é o loto sagrado de Ísis, que foi a Ela consagrado.
O mês de maio era consagrado a Ísis, por ser o despertar da Primavera; o mês de maio, hoje em dia, é dedicado à Virgem Maria. A lua, símbolo da estação lunar da mulher, é a Rainha do Céu. Ísis está coroada com a lua; a Virgem Maria pisa sobre a lua. A primeira figura é a lua nova; a segunda é o quarto minguante ou o que significa antes de ser fecundada pelo Espírito; era coroada por uma meia-lua, mas depois foi coroada com o sol, pisando sobre a lua. O dia 25 de dezembro era guardado como dia sagrado por todos os povos antigos. Os cristãos deram esse dia como o do nascimento de Jesus, para atrair ao cristianismo os diferentes povos que festejam o natalício do Sol, assim como o dia de domingo foi consagrado como o dia do Senhor, para não afugentar “os povos pagãos”. É o “dia do Senhor Sol”, equivalente ao Baal na Caldéia, a Osíris no Egito e a Adônis na Fenícia.
O órgão masculino, o Falo, era considerado (e é) a fonte encarnada do ser, a personificação do Poder Criador e o lógico símbolo do Criador da Vida. Como representante do Poder Criador da vida humana, foi exaltado, e por fim prestou-se-lhe culto. A força criadora foi deificada como deidade suprema qual pai unido à sua natureza e por essa natureza vêm à existência todos os seres. O Falo era a encarnação deste poder para o cumprimento dos grandes propósitos da vida, que são a geração e a regeneração. A geração era representada com a linha vertical e a Re-Generação com a linha horizontal, e assim se formou a Cruz, símbolo do Falo ou representação da força fálica, ou a sublimação da semente criadora. A cruz representa as duas atividades. Todas as religiões consideravam a esterilidade como afronta e maldição.
O supremo dever religioso de cada mulher era dar filhos e perpetuar a semente da raça humana. O homem e a mulher, antigamente, viam no Criador a Fonte suprema da felicidade... Era a Deus que as mulheres pediam filhos... Para elas, Deus era uma realidade substancial claramente definida. Estava em conexão direta e pessoal com o ato da geração. Era o próprio Criador que ia para dentro da mulher por intermédio do homem.
O homem era representante de Deus. O Falo era a divina função operante por intermédio da qual Deus obrava. É por isso que a humanidade daquela época era mil vezes mais pura do que a de hoje, porque, então, no ato da criação via-se somente Deus. O Grande Hierofante dos Magos explicou a Circuncisão. O membro viril é considerado como especialmente consagrado ao Criador, seja como símbolo, seja como conduto do poder e dos desejos divinos a serem cumpridos. Antigamente, para se tornar o juramento de uma pessoa, ela devia colocar a mão sobre o Falo do ser a quem fazia o voto ou a promessa. Hoje se jura sobre a cruz. O libertino que abusa do seu poder viril lança fora a sua própria alma, e se a cruz é o símbolo da salvação é porque a Cruz Fálica respeitada e venerada é fonte de saúde, poder e iluminação. As religiões antigas e a Maçonaria Moderna não iniciavam em seus mistérios os eunucos ou os seres sexualmente impotentes, porque não poderiam estes ver nem sentir o Fogo Criador em si mesmos, logo não podiam sentir Deus nem se sentirem Deus. Quanto mais viril fosse um homem, mais valor tinha para o bem e maior veneração lhe era prestada. Os mais antigos registros dos egípcios e dos hindus se referem ao culto da Cruz Fálica como uma religião estabelecida milhares de anos antes da era cristã, que tinha dado lugar ao nascimento do sistema da teologia. Essa religião e as que se lhe sucederiam tinham por objetivo o culto das forças criadoras. Os que condenam aquelas velhas religiões se condenam a si mesmos porque manifestavam uma atitude mental suja e impura. Os símbolos mais sagrados das religiões são os que representam o útero da mulher, como, por exemplo, a Arca. Dentro dessa arca ou recinto do templo, somente o sacerdote podia entrar. Era o Santo dos santos, que continha o símbolo divino da vida, sem o qual o homem não viveria senão uma geração. A Arca da lenda de Noé continha todos os elementos da vida. O tabernáculo continha a vara de Aarão, o pote de maná e os Dez Mandamentos, símbolos de salvação por intermédio da mulher. A Arca dos egípcios continha a Cruz Fálica, o ovo e a serpente. O ovo é um símbolo universal do princípio feminino; era considerado como o germe de todas as coisas e o emblema da regeneração. A Páscoa e os ovos da Páscoa representam o símbolo da reprodução, isto é, a ressurreição.
A cruz e a serpente foram sempre os mais fiéis símbolos do Falo. O princípio criador é o Falo Ideal, e o princípio criado, o Cteis formal. A inserção do falo vertical no Cteis horizontal forma o stauros dos gnósticos, ou a cruz filosófica dos maçons.
É a Âncora da salvação, que tem a forma do T invertido. A cruz sempre foi usada como símbolo religioso e por todos os povos da Antiguidade. Quando os espanhóis chegaram à América, ficaram atônitos ao verem que os nativos prestaram culto a um salvador crucificado, e que a cruz era o símbolo da salvação e da vida futura. A cruz mais antiga é a tau, ou o T. no início do cristianismo era proibido o uso da cruz. A cruz sempre representou a divina união sexual, considerando que com esta união chega-se à regeneração, à redenção e à vida eterna, porque o homem obtém e dá, a Imortalidade com esta união. O homem e a mulher, isolados, são estéreis e impotentes; só por meio da sua união sagrada são capazes de cumprir a Vontade Divina. Esta é a Verdade Absoluta e a Razão pela qual o Supremo Criador formou o homem em dois sexos, em vez de formá-lo num só. Quando ambos se unem para o duplo propósito de gerar e regenerar, pode-se dizer deste matrimônio: “Aquilo que Deus juntou, o homem não separa”.
É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.
Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.
É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.
De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.
A cruz possui assim, como todo símbolo, múltiplos sentidos; mas a intenção não é de desenvolver todos aqui, e sim apenas alguns.
Para voltarmos ao simbolismo da cruz, diremos que ela tem vários sentidos, mais ou menos secundários e contingentes e é natural que seja assim, dada a pluralidade de sentidos que cabem em qualquer símbolo. A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação).
Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.