Sem tem um povo com muitos mistérios e uma linda cultura é o povo Celta. Um povo que vivia da natureza, na natureza e sabia compreendê-la. Entre eles havia a classe sacerdotal, um grupo de sábios filósofos. Encarregados das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. A palavra druida vem de oak, que significa carvalho, e de wid, que significa saber. Sendo assim, druida significaria aquele que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
Trabalhos de arqueologia confirmam a participação crucial dos druidas na realização de sacrifícios humanos e canibalismo. Segundo os arqueólogos há evidencias que possivelmente os druidas cometiam canibalismo e rituais de sacrifícios humanos, como afirmavam os historiadores romanos. Depois do primeiro século da era cristã, recém chegados da Grã-Bretanha, os romanos trouxeram notícias com histórias horríveis sobre os sacerdotes celtas, que se espalhou por toda a Europa durante um período de 2000 anos. Julio Cezar afirmava que os druidas sacrificavam presos e prisioneiros aos deuses e até mesmo os inocentes. Plínio, o velho, sugeriu que os celtas praticavam o canibalismo como ritual, comiam carne de seus inimigos como uma fonte de força espiritual e física. Além disso, o sangue espirado no chão na hora do sacrifício revelava previsões do futuro.
Existiam seis classes diferentes de druidas, cada um com sua função e especialização:
Drudas-Brithem: Estes druidas eram considerados os juízes. Os celtas não possuíam suas leis escritas, somente os druidas brithem a conheciam teoricamente, assim essa classe de druidas tem por função percorrer as casas e as aldeias e assim resolver problemas e impasses que surgissem entre a população.
Druidas-Filid: Diziam ser alguns destes, descendentes direto dos deuses. Era a mais alta classe dos druidas, a sua função eram o contato direto com os deuses. O Lendário mago Merlin era um druida filid.
Druidas-Liang: Estes eram os curandeiros ou médicos. Normalmente passavam mais de 20 anos em seus estudos antes de praticarem tal ofício, possuíam especializações entre si, usavam ervas em geral e praticavam cirurgias (como a de transplante de coração) entre outras.
Druidas-Scaleige: Tinham como função apenas repetir a história dos celtas que lhe haviam sido contada por outros scelaige. (A escrita era proibida a não ser para rituais de religião). Memorizavam e repetiam tudo para que a história não fosse esquecida. As histórias trazidas pelos druidas senchas também juntavam às suas histórias.
Druidas-Sencha: Ao contrário dos Scelaige, estes deveriam percorrer as terras celtas e compor outras novas histórias sobre o que estava ocorrendo, estas seriam repassadas aos scelaige que as decoraria.
Druidas-Poetas: Estes decoravam a história contada pelos druidas Scelaige, era preciso que druidas poetas as aprendesse e contassem ao povo. A principal função desta classe era maner a tradição celta viva.
Os druidas eram considerados intermediários entre os homens e os deuses e atuavam também como juízes, magos e professores.
Seus rituais incluíam sacrifícios humanos e, principalmente, o culto à natureza, toda ela considerada encantada por espíritos das árvores, bosques, lagos, fontes, cachoeiras e animais. Os druidas mais famosos da história, presentes em todas as sociedades celtas, foram os estabelecidos nas Galias e nas Ilhas Britânicas, onde eram os depositários de toda a tradição oral dos povos celtas. Sua crença principal era a imortalidade do ser, visto que seus mortos continuavam vivendo em outro mundo, identificado como subterrâneo, onde o morto acompanhava seus deuses; os enterros celtas não eram diferentes. O corpo do morto era enterrado com todo tipo de objetos cotidianos, pois seu uso continuaria para sempre. A vida cotidiana de um druida estava apoiada na estrita subserviência a estas regras e na observação da natureza, onde descobriram os usos medicinais; o respeito pelos bosques como lugares sagrados era outra de suas ocupações, para o qual contaram com o apoio da aristocracia militar das comunidades celtas. Um druida era, segundo César, um homem considerado sábio, conhecedor dos segredos da astronomia, a geografia e da natureza, além dos religiosos, e que ostentava um prestígio máximo dentro de sua comunidade, o que lhe permitia estar isento de pagar tributos e de praticar o serviço militar.
Os Druidas acreditavam que nós somos parte da Natureza e ela é parte de nós. Se ela é sagrada nós também somos. O Druidismo acredita do poder das forças da Natureza, nos deuses da Natureza e na própria Natureza como um complexo de deuses formando um corpo de um único deus que se comunica em nós, para nós e através de nós e da própria Natureza ao nosso redor. No mundo todo, em especial nos países ocidentais e de matriz européia, há muitos grupos drúidicos. Os grupos são chamados de "Groves", "Clareiras", "Ramos" ou "Castros". Existem outros grupos em todo o mundo, inclusive na Austrália e no Brasil, que trouxeram o druidismo para o Hemisfério Sul.
O poeta inglês William Blake, acreditava que os Druidas eram na verdade os súditos do rei Atlante Albion que conseguiram escapar da destruição. Ficção ou realidade, ainda não se sabe ao certo se Atlântida realmente existiu. Segundo a lenda, foi uma civilização que supostamente desapareceu em um pouco mais de um dia, sem deixar vestígios. O primeiro relato que se conhece, foi feito pelo filósofo grego Platão, discípulo de Sócrates (428 a 348 a.C.). Helena Petrovna Hahn, mais conhecida por Madame Blavatisky, pelo sobre nome de seu marido, na década de 1870, juntamente com outros estudiosos teosóficos, elaborou uma bíblia com 10 volumes de 1500 páginas cada um. Entre eles, o que mais chamou a atenção foi o intitulado “A Doutrina Secreta”, onde ela afirma que visitantes de fora do sistema solar haviam lhe informado sobre os continentes perdidos de Atlântida e Lemúria, o que levou a Sociedade Teosófica afirmar que os Lemurianos foram a terceira das sete raças “originais” da humanidade. O continente da Lemúria ocupava a maior parte do hemisfério sul e seus habitantes eram originalmente hermafroditos e se comunicavam por meios psíquicos através de um terceiro olho. A quarta raça foi a dos Atlantes, que evoluíram a partir dos Lemurianos quando o continente destes submergiu há milhões de anos. Os Atlantes ocupavam uma ponta da Lemúria, no Atlântico norte, que teria o mesmo destino do continente, desaparecendo sob o oceano há cerca de 9 mil anos, e os que conseguiram escapar ao desastre acabaram se estabelecendo na Ásia Central, dando origem aos Indianos e Europeus.